As aves fogem do mundo humano, da poluição , do perigo que nós constituimos para elas...estamos a tirar o mundo das aves e elas apenas fogem de nós. E notamos que ela fogem de nós, mas não nos apercebemos, que nós temos de fugir de nós mesmos e dos outros...
Por vezes, ficamos sem forças, incrédulos, perante tanta parvoíce à nossa volta que nem o local mais calmo e sem actividade humana serve de refúgio. Torna-se necessário encontrar um refúgio dentro do refugio, mas não chega...nunca chega.
Elas fogem de nós, não conseguem e nós igualmente tentamos e não conseguimos, que mundo é este que nos agarra e não nos deixa fugir até acabar nos comer? Já não sei onde estamos... estou perdida e o pior é que muitos também o estão e não o sabem...
Pobres coitados...ou pobre coitada de mim...não sei...porque quando sabemos que estamos perdidos, somos infelizes enquanto nos tentamos reencontrar, mas quando nos reencontramos estamos completos, agora aqueles que estão perdidos e não sabem, não se procuram e experimentam um tipo de felicidade menor, efemera e continua durante mais tempo....
Estaremos seguros nas garras deste mundo? Teremos sequer hipoteses de fugir? Ou iremos simplesmente encerrar-nos em nos mesmos e procurar o que falta ali?
Vendo bem...o que é necessario para que póssamos finalmente fugir do mundo?





